Buscando maior alcance entre o transmissor e o receptor do meu radioflash xing ling (PT-04), encontrei na internet que isso seria possível instalando uma antena.

Li sites, vi várias fotos no flickr e tutoriais no youtube. Mas não achei a bendita antena pra vender no Brasil. Fiquei com receio de usar outra que não fosse aquela que sempre era especificada nos tutoriais e não dar certo.

Já estava desistindo da ideia quando vi nesse site que eu não precisava fazer um furo no radioflash (esse era meu medo) e instalar a antena.

Vi que a coisa era mais simples do que eu imaginava. Soldando um fio (usei qualquer um relativamente fino, maleável e que não fosse trançado) no lugar certo, eu já aumentaria bastante o alcance do sinal de rádio.

Seguindo o tutorial fiz a soldagem. Uma gotinha e solda e pronto, vejam o antes e depois.

Abaixo um teste de distância antes e logo depois de instalar a antena.


Semana passada levei o radinho para um teste em campo. Eu e meu amigo Fábio fomos a uma montanha aqui perto da cidade. Pedi para ele subir e levar junto meu nikon Sb-600 e um receptor. Após ligar o transmissor, demorou um pouco para que ele “achasse” o receptor, eu pressionava o botão de teste e nada. Me aproximei da base da montanha e aí sim ele disparou.

Fui me afastando e finalmente cheguei na posição desejada com o flash ainda disparando. Não tive como medir exatamente a distância, mas calculamos uns 50 metros ou mais.

O ganho de distância foi muito grande. Não é nenhum pocketwizard (que dispara perto dos 500m), mas isso me dá ainda mais possibilidades para fotografar criativamente usando a técnica de strobist. Com a nikon D50 e radioflash eu consigo sincronizar com os flashes em 1/800  (a maioria consegue até 1/250) e isso me deu a possibilidade de “matar” a luz natural, capturando a textura do céu e iluminando o retratado usando o flash em 1/8 de potência, abertura em f11, utilizando a sigma 70-300.

Abaixo o setup…

…e algumas fotos com e sem flash:

E aí? Vai dar turbinar seu radinho?

A pedido de alguns amigos fotógrafos fiz alguns comentários sobre o DVD One Light Workshop, de Zack Arias. O vídeo demonstra técnicas com flash off camera (strobist), técnica que está fazendo muito sucesso atualmente.

1 – Introdução:
O vídeo começa com Zack fazendo uma introdução sobre o workshop. Em seguida ele fala da velocidade e de como ela controla a luz ambiente mostrando os exemplos abaixo. Mesma abertura, ISO, potência do flash e distância. O único valor que varia é a velocidade do diafragma:

Depois ela fala das vantagens de se usar o flash no modo manual, onde você consegue manter a potência constante.
Na sequência ele fala sobre ISO e explica a Lei do Quadrado inverso:

2 – Equipamento básico:
Zack mostra o equipamento básico pra quem quer começar a se aventurar no strobist:

  • Bolsa para carregar os equipamentos
  • Flashes
  • Tripés
  • Umbrella Bracket
  • Flash off camera: cabo, radioflash, fotocélula e Pocket Wizard.

3 – Modificadores:
Zack continua mostrando os equipamentos e demonstra como montar cada um:

  • Sombrinha
  • Softbox: ele mostra dois modelos da Wescott que têm um sistema de encaixe diferente de todos que já vi, ele tem uma abertura embaixo, o flash fica dentro e é preso como se fosse uma sombrinha. O difusor frontal pode ser destacado, diferente do que eu uso, onde somente o difusor interno sai.

O modelo maior de 50” que ele chama de BigMamma é demais! Praticamente uma janela.

  • Colméia

4 – Em estúdio

Aqui ele mostra a diferença entre flash direto, rebatido no teto e rebatido na parede com o flash na câmera.

Logo após faz retratos com sombrinha:

Nesse trecho ela dá uma dica interessante sobre o uso da sombrinha. Ele faz um retrato com a sombrinha semi-aberta, como se fosse um snoot, concentrando a luz na pessoa e não deixando espalhar para a parede:

Em seguida ele faz uns retratos em highkey:

5 – Locação I

Neste capítulo Zack fotografa Helena com luz ambiente e flash com softbox de  28″ que mais tarde é trocado por uma sombrinha difusora.
Ele fala sobre a importância do uso do sandbag para que o vento não derrube seu equipamento e também da distância correta entre a luz e o assunto:

6 – Locação II

Nesta locação Zack faz fotos durante o pôr-do-sol usando um alien bee alimentado por bateria, com o bigmamma e disparado via pocket wizard:

7 – Locação III

Em outro final de tarde, Zack fotografa o músico Casey Darnell em um estacionamento ao ar livre:

Já é noite e eles continuam fotografando próximo a um túnel. Mais tarde eles resolvem entrar no túnel para continuar o ensaio.

O engraçado é quando, já à noite, Zack tenta fazer umas fotos em um prédio é impedido pela polícia, mais tarde um segurança também interrompe o uso de outra locação.

Eles continuam a andar pela cidade procurando um novo ponto para o ensaio.

8 – De volta para o estúdio:

Novamente no estúdio, Zack fotografa Andy Deloach com um flash Nikon e bigmamma em um fundo infinito.

9 – Locação IV:

O retratado desta vez é Troy e sua magrela.

10 – Cassie:

Para fotografar Cassie, Zack usa várias locações. Pra começar ele usa um fundo amarelo e faz algumas fotos de rosto.

Em seguida saem para um foto de ação:

E em seguida mais uma sequência nos fundos de uma casa.

11 – Banda skyline Drive – Em estúdio

Voltando ao estúdio, Zack mostra como fotografar um grupo de pessoas usando somente uma fonte de luz. Destaca-se o uso da lei do quadrado inverso e o cuidado para que um integrante não faça sombra no parceiro ao lado.

Para aproveitar o luz do fim do dia, Zack leva a banda para fazer umas fotos outdoor.

12 – Pós-Produção:

Para finalizar, Zack dá algumas dicas de tratamento usando o Lightroom. Coisas muito simples, sem nada que mereça destaque.

No final ele mostra algumas fotos tiradas em outros momentos do workshop e termina com alguns erros de gravação. =D

Quem está começando agora pode sentir falta de mais detalhes, algumas coisas ele explica rapidamente, é bem dinâmica sua didática. Para quem já tem alguma experiência são 3 horas e 40 minutos de inspiração. Recomendo a todos que curtem a técnica de strobist que assistam esse DVD.

Clique aqui para ver algumas imagens capturadas na ordem cronológica.

Para comprar o DVD visite os sites abaixo:
http://www.onelightworkshop.com/page5/page5.html
http://www.amazon.com/OneLight-Workshop-Dvd-Set-Camera/dp/B001LYOWJ4

Abraços!

Essa semana, pela primeira vez mandei fazer um book impresso. Geralmente os clientes querem as fotos em CD ou DVD.

Depois de uma pesquisa na net escolhi a indimagem para impressão do book. Escolhi o modelo “PhotoBook Horizontal Premium 40×29 cm” e utilizei o software antigo pela vantagem dele trabalhar offline. O software antigo deixará de funcionar a partir do dia 20/12/2009.

Meu maior receio era o envio do arquivo finalizado, pois como alguns sabem, moro em uma área remota e os serviços de internet por aqui não são dos melhores.

Para minha surpresa, um arquivo de fotos de 115 mb depois de finalizado no programa indbook se tornou um arquivo de apenas 27mb para ser enviado.

Depois de fazer o upload, é preciso um novo cadastro, diferente do cadastro inicial, e logo depois o pedido é fechado.

Após 15 dias o produto foi enviado via sedex e em 3 dias chegou para mim.

Apesar de ser meu primeiro fotolivro impresso e não ter parâmetros para fazer comparações, gostei muito da qualidade da impressão e do acabamento. A abertura em 180º é muito bacana para fotos parorâmicas.

A cliente se emocionou ao ver o livro, isso foi o mais legal. =)

Abaixo algumas fotos do livro pronto:

Em certo momento até recebi uma ligação deles para esclarecimentos que solicitei via e-mail.

Depois tentei retornar a ligação para o mesmo número, mas não consegui. No site não informa o telefone para contato, tentei pelo google e achei alguns números, mas em nenhum obtive sucesso.

Apesar do atendimento por e-mail ser razoavelmente ágil, poderiam ter um suporte via telefone para situações mais urgentes.

Na próxima oportunidade quero fazer uma fotorevista ou um fotolivro clássico. Desta forma, poderei indicar mais possibilidades para que o cliente escolha aquela que atenda sua necessidade.

Recomendo o serviço da Indimagem.

Abraços!

Social Podcast

18/10/2009

Convido vocês para conhecerem o mais novo projeto de Guto Marcondes e do Fernando Paes, chamado Social Podcast, um podcast que fala sobre o dia-a-dia do fotógrafo social, com dicas, sugestões, bom humor e muitas novidades.

Se você é fotógrafo social, ou não (rsrs) venha conhecer este podcast, ouvir e comentar.

Façam uma visita:
http://www.socialpodcast.com.br

Fala galera! Desculpem o sumiço, as coisas estão meio corridas por aqui. Gostaria de compartilhar com vocês minha nova aquisição: Depois de ver este post no blog do Renato Rocha Miranda, resolvi experimentar usar um softbox com meus flashes nikon.

Comprei um softbox mako e um adaptador para softbox. O engraçado é que se você ligar para mako e dizer que utilizar um flash de sapata com o softbox mako, eles dizem que não há essa possibilidade.

Tenho uma sombrinha difusora, mas acho que ela perde muita luz e espalha muito.
Decidi então comprar um softbox com recuo.

Minha primeira dúvida na hora da compra foi a escolha do tamanho. Não queria um softbox muito pequeno, queria um fonte de luz maior. Comprei um de 80×60cm. Meu medo era que o Sb-800 não iluminasse toda a área do difusor, entendem? Tinha medo que ficasse uma vinheta, entretanto, como podem ver abaixo, não tive esse problema.

A montagem do softbox é fácil, porém pra quem nunca mexeu, é complicado no início. Mas já peguei a manha, o macete é encaixar as 4 hastes de forma alternada, em diagonal. Ele é leve e possui dois difusores, sendo que o interno você pode retirar.

Possuo um Sb800 e um Sb600 e tenho a possibilidade de usar os flashes de três formas fora da câmera: Nikon CLS (Nikon Creative Lighting System), Sb800 como fotocélula ou via rádio (PT-04). Sendo que esta última é a maneira que mais gosto de utilizar.

Hesitei muito em comprar justamente devido a altura que o sistema ficaria com o uso do PT-04, pois ele é alto demais. Procurei bastante na net mas não achei referências sobre a utilização do adaptador mako para softbox + PT-04.

Reparem que para o uso via CLS e fotocélula, a altura fica perfeita:

Porém a coisa complica um pouco na hora de utilizar o radio flash PT-04. O adaptador dá a possibilidade de afastarmos os dois pinos, assim, você deve inclinar o PT-04 para que a altura fique correta.

Porém ele é frágil demais e não fica muito seguro se você fica mexendo a todo momento no tripé. Para não forçar o PT-04, resolvi afrouxar um pouco o parafuso e apoiar a cabeça do flash no próprio adapatador, deixando-o mais seguro. O cabeça do flash não fica centralizada, porém isso não muda em nada resultado do uso do acessório.

Por enquanto deixo essas fotos como exemplo, e em outra oportunidade farei outros testes.

 

É um ótima opção tanto para fotos em estúdio quanto para externas, como usa o fotógrafo Zack Arias, então fica aí a dica. Conheço bastante gente que gostaria de montar um set assim, e espero que este post ajude a tirar algumas dúvidas que eu tive antes de adquirir os meus.

Abraços!


Todo mundo está falando desta nova ferramenta de miniblog que é o twitter. Resolvi experimentar.

Cada post pode ter no máximo 140 caracteres, o que te obriga a ser sucinto ao escrever. Ainda estou pegando a manha das ferramentas, que são bem simples, mas você já pode acessar meu perfil: www.twitter.com/heidertorres

Abraços

Ontem me foi dada a missão de fotografar uma turma de formandos em marcenaria. Os jovens queriam fazer uma foto em que o Rio Jari e a floresta estivessem presentes.

Começamos a fazer as fotos às 17:30, e como o sol ainda estava forte (se pondo, mas ainda forte), as expressões dos rostos estavam estranhas, até brinquei que eles estavam com cara de quem chupou limão. =P

Assim, tivemos que esperar o sol baixar mais um pouco.

Às 18 horas não havia mais sol no primeiro plano, mas na parte de trás, o rio e parte da floresta continuavam iluminados pelo sol.

Eu teria que usar flash de preenchimento (fill flash). O problema é que para o rio aparecer na foto eu tinha que estar no segundo andar de um hotel e o jovens estavam no gramado, a uns 40 metros de distância.

Nunca havia usado meu PT-04 de tão longe. Me deu uma vontade de ter um pocketwizard naquela hora. Resolvi colocar o receptor no flash (Sb800), fiquei com o transmissor na mão e fui andando até a distância que eu iria ficar. Fiquei supreso, funcionou.

Peguei mais um flash (sb600) e montei os dois sobre tripés, sem nenhum acessório, na potência máxima. Fiz a fotometria no rio e preenchi com a luz dos flashes.

De cinco fotos, o PT-04 só falhou 1 vez.

Abaixo uma foto sem o flash e outra com o flash preenchendo:

Galera, comprei semana passada a versão em português do livro The Moment it Clicks (O Momento do Click) de Joe Mcnally no submarino.

Desde que foi lançado, eu vinha esperando a versão em português. Sou fã desse cara. Valeu a pena esperar, o livro é melhor do que imaginava. São as mesmas histórias que ele conta em suas palestras, e foi depois de ouvir uma de suas aulas que Scott Kelby o convidou para escrever este livro.

São fotos espetaculares e histórias de experiências ora engraçadas, ora emocionantes, mas sempre com os conselhos de Joe, que no final de cada história sempre cita o esquema de luz e macetes usados.

Taí a dica de leitura. Abraços.

Joe McNally, um dos maiores fotógrafos digitais profissionais do mundo, cujo celebrado trabalho abrilhantou as páginas das revistas Sports Illustrated, Time e National Geographic (para citar algumas), abre novos caminhos fazendo algo que nenhum livro de fotografia fez – a combinação de imagens ricas, impressionantes e um layout elegante de um álbum de fotografias com um treinamento inestimável, cheio de insights práticos e segredos fotográficos geralmente encontrados somente em raros livros didáticos. Quando Joe não está em missões para as grandes revistas ou para os clientes da Fortune 500, ele está em sala de aula ensinando sobre posicionamento de luz e retrato ambiental, ou em workshops ao redor do mundo ensinando como tirar A foto.

O que torna este livro tão único é o triângulo de aprendizado onde (1) Joe destila o conceito em uma breve sentença. Geralmente começa com algo do tipo: Um editor da National Geographic uma vez me disse… e, então, ele compartilha conosco um daqueles macetes exclusivos que só consegue quem passa toda a vida atrás das lentes. Depois, (2) na página de rosto sempre está uma das imagens estonteantes de Joe que ilustra perfeitamente sua técnica (você vai reconhecer muitas fotos que já saíram em capas de revistas). E (3) você descobre a história do que realmente foi necessário para conseguir aquela foto, incluindo o equipamento usado (lentes, f/stop, iluminação, acessórios etc.), além dos desafios que esse tipo de projeto traz e como conseguir uma foto desse tipo por si próprio.

Esse livro também lhe dá algo mais. Ele inspira. Desafia. Informa. Mas mais do que isso, ele ajuda a entender a fotografia e a arte de tirar fotos grandiosas a um nível que você nunca pensou que fosse possível. Esse livro conta com aqueles momentos Ah ha! aqueles insights inteligentes que fazem com que tudo fique mais fácil. Ele traz aquele instante maravilhoso em que tudo subitamente faz sentido o instante do clique

Editora: Alta Books
Autor: JOE MCNALLY
ISBN: 9788576081975
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 264
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Para usar esse canhão sem tripé precisa estar em forma. =)

A foto acima é de um pequeno review sobre a Sigzilla, confira:
http://www.juzaphoto.com/eng/articles/sigma_200-500_2_8_ex_dg_review_test_samples_raw.htm

A editora Globo entrou em contato comigo, estavam interessados na compra de uma de minhas fotos, encontrada aqui blog, no post sobre o nikon SC-28.

Trata-se de uma foto de agrilcultores de curauá feita em Santarém , exatamente o tema da reportagem: O uso do curauá na fabricação de peças automobilísticas ecologicamente corretas.

Acertamos tudo e na edição 26 da Revista Época Negócios saiu a foto.

Abaixo o link da reportagem:
http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI66740-16368,00-UM+CARRO+FEITO+DE+PLANTA.html